Blog do Prof. Daniel Junghans


 
 

Porque a redução da velocidade do trânsito diminui o tempo de percurso?

Na cidade de São Paulo foi colocado em vigor uma decisão da prefeitura em reduzir o limite de velocidade máxima nas vias marginais do Tietê e Pinheiros em 10 Km/h. Onde era 70 passou a 60 e assim por diante. A grande maioria da população não concordou com a decisão, achando que aumentaria o tempo de seu trajeto diário. Ledo engano. Inúmeros estudos e especialistas afirmam que tal redução no limite máximo de velocidade REDUZ o tempo total de trajeto. Como isso é possível? Este conceito vai contra tudo o que aprendemos. Como podemos chegar mais rápido se o nosso veículo anda mais devagar? Para responder a esta questão, é necessário entender algumas questões amplamente estudadas pela engenharia de trânsito. Na realidade o que é reduzido é o limite máximo de velocidade, mas a MÉDIA de velocidade aumenta. É porisso que chegamos antes ao destino. E porque a média de velocidade aumenta? Porque quando todos os veículos andam mais devagar, os motoristas sentem-se mais confortáveis em reduzir o espaço entre os veículos, o que permite mais veículos utilizando a via, o que aumenta a fluidez do tráfego. Além disto, há menos frenagem e acelerações, especialmente daqueles que estão atrás, reduzindo as micro-oscilações de fluxo de veículos, mantendo a fluidez ao longo de todo o trajeto e evitando que o último veículo da fila fique parado e engarrafe a via. Por último, está comprovado que a redução da velocidade reduz também o número de acidentes (reduziu 36% em SP), que são os grandes causadores de congestionamentos. Reduzindo os acidentes, o trânsito flui melhor e você chega antes ao seu destino.



Categoria: Bicicleta
Escrito por Prof. Daniel Junghans às 17h45
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Reportagem da revista francesa "France Football", considerada a mais respeitada do mundo sobre futebol.

Manifesto da Comunidade Brasileira em Paris: "Que país é esse????"

Leiam, divulguem, compartam, faça sua parte, precisamos de você!

A consciência é a primeira etapa da mudança.

Não estamos a serviço de ninguém, só queremos um Brasil melhor.
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A renomada revista FRANCE FOOTBALL traz sempre belíssimas capas, ilustradas com fotos de lances sensacionais, gols, voleios, troféus, torcidas celebrando com suas bandeiras, etc... mas esta semana veio com uma "Edição de Luto".

A capa toda negra, onde se lê "Peur sur le Mondial", algo como: "O mundial do medo", sendo que a letra "O" da palavra "mondial" está a bandeira do Brasil, e onde deveria estar escrito "Ordem e Progresso", foi colocada uma tarja negra. (foto ilustrativa)

No subtítulo diz: Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo, a menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia.

A revista FF é a mais respeitada publicação de futebol no mundo. O prêmio "Ballon d'Or", foi criado por ela, e a FIFA teve que pagar para ter o direito de promover tal prêmio. Também foi dela a série de reportagens que culminaram na suspensão do campeonato Italiano de 2005/06, assim como as denúncias de corrupção que resultaram na queda de João Havelange.

A revista pode ser acessada no site: www.francefootball.com mas apenas se vê a capa, a reportagem, de 12 páginas, não está liberada no Brasil.

ALGUNS FATOS SOBRE A COPA:

POLÍTICA:

- Apesar do lema brasileiro: "Ordem e Progresso", o que menos se vê na preparação deste mundial, é Ordem ou Progresso.

- A FIFA não pediu o Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta.

- A corrupção no Brasil é endêmica, do povo ao governo.

- A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para os Cartórios.

- Tudo se desenvolve a base de propinas.

- Todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro para eles.

- Hoje, tudo que acontece de errado no Brasil, a culpa é da FIFA, antes era dos EUA, já foi de Portugal, o brasileiro não tem culpa de nada.

- O Brasileiro dá mais importância ao futebol do que à política.

- O Brasileiro elege jogadores de futebol para cargos públicos.

- Romário (ex-Barcelona) é hoje deputado. Aproveita o descontentamento com a Copa para se auto-promover, mas nunca apresentou um projeto de lei sobre saúde ou educação. Sua meta é dar ingresso da Copa para pobre(como se essa fosse a prioridade para um pobre brasileiro)

- O Deputado mais votado do Brasil é um palhaço analfabeto e banguela, que faz uma dança ridícula, com roupas igualmente ridículas, e seu bordão é: "pior que está não fica". Será?

- Em uma das músicas deste palhaço analfabeto ele diz: "Ele é ladrão mas é meu amigo!", Isso traduz bem o espírito do Brasileiro. ( http://letras.mus.br/tiririca/176533/ )

- Brasileiros se identificam com analfabetos.

- A carga tributária do Brasil é altíssima maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos comparáveis aos do Congo.

- Mas o Brasileiro médio pensa que ele mora na Suíça. Quem está lá, na verdade, é a FIFA.

- Há um dito popular que diz que "Deus é brasileiro".

- A FIFA, como imagem institucional, busca não associar-se a ditaduras. Tanto que excluiu a África do Sul na época do Aparthaid e, ao contrário do COI, recusou a candidatura da China, apesar das ótimas condições que o país oferecia. Mas o Brasil, sede da Copa, vive um caso de amor com ditaduras.

- O Brasil pleiteava uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado França, mas devido ao seu alinhamento com ditaduras, a França já se manifestou contrariamente.

- A Presidente Brasileira parece estar alienada da realidade e diz que será o melhor mundial de todos os tempos, isso, melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha. http://www.youtube.com/watch?v=urmR5fXMJu8
- Só ela pensa assim, na FIFA se fala em maior erro estratégico da história da Instituição.

CONFRONTOS:

- Ano passado os brasileiros saíram as ruas para manifestar, pela primeira vez se viu um movimento assim num país acostumado a inércia, mas o Governo disse que eles eram baderneiros e reprimiu o movimento com violência. 2 mortos, mais de 2000 feridos, mais de 2000 prisões. Ninguém responsabilizado...

- Há um movimento chamado "Black Blocs" que ameaça revidar a violência do Governo.

- Há um # hastag que já foi repetido mais de 500.000.000 de vezes em redes sociais e ameaça #naovaitercopa

- Os próprios brasileiros pedem para os estrangeiros não irem para o Brasil. Há milhares de vídeos feitos por brasileiros neste sentido : http://www.youtube.com/watch?v=0A-mFVEE7Ng
- O governo brasileiro acaba de gastar 400milhões de Euros com compras de armas para a polícia e disse estar disposto a colocar o exército na rua para proteger a Copa contra os.... Brasileiros (???) Isso mesmo, o governo está ameaçando seu próprio povo.

- Há um movimento de alguns jogadores de futebol, liderado pelo ídolo do Lyon (França) Juninho Pernambucano, chamado "Bom Senso", pedindo conscientização dos jogadores.

- Analisando os países sedes desde 1970, o número de mortes em estádios, nos 16 anos prévios a cada edição da Copa:

México: (1970): 06 mortes;
Alemanha (1974): 00 mortes;
Argentina (1978): 04 mortes;
Espanha (1982): 00 mortes;
México (1986): 12 mortes;
Itália (1990): 00 mortes;
EUA (1994): 00 mortes;
França (1998): 00 mortes;
Japão (2002): 00 mortes;
Coreia do Sul (2002): 00 mortes;
Alemanha: (2006): 00 mortes;
Africa do Sul: (2010): 17 mortes;
Brasil: (2014): 234 mortes;

- http://www.youtube.com/watch?v=8bn17OLPyOY
OBRAS:

- O Brasil foi o país que teve mais tempo na história de todos os mundiais para prepará-lo: 7 anos, mas o Brasil é o mais atrasado.

- O Francês Jérome Valcke, secretário geral da FIFA criticou o Brasil pelos atrasos. O governo brasileiro disse que não conversaria mais com Jérome Valcke.

- A França teve apenas 3 anos, e finalizou as obras 1 ano e 2 meses antes.

- A África do Sul teve 5 anos, e terminou com 5 meses de antecedência.

- Há pouco mais de 3 meses da Copa, o Brasil ainda tem que fazer 15% do previsto.

- O custo do "Stade de France" foi de 280 milhões de Euros(o mais caro da França), uma vergonha se comparado ao "Olimpiastadium" sede da final da Copa da Alemanha em 2006, que consumiu menos de 140 milhões de Euros.

- Mas perto do Brasil isso não é nada. Cada estádio custa em média mais de 1/2 bilhão de Euros.

- E o dinheiro sai do bolso do Brasileiro. Tudo é financiado com recursos públicos. Na França tudo foi financiado com recursos privados.

- Mas o custo não é alto porque os trabalhadores recebem muito. Os trabalhadores recebem salários de fome.

- As empreiteiras é que ganham muito e há muita corrupção para os políticos.

- Não há segurança para os trabalhadores, acidentes e mortes são comuns. Na França o número de mortes nas construções foi 0(zero)

- Mesmo com os milhões a mais, os Estádios são ruins.

- Em 2007 o Brasil construiu um estádio para o Panamericano do Rio e homenageou quem???? Um diretor da FIFA, um brasileiro, corrupto para variar: João Havelange! No Brasil corruptos recebem homenagens.

- O estádio era tão ruim que não durou nem 6 anos. Isso mesmo, 6 anos....

- Hoje o estádio está interditado e não recebe mais jogos. Detalhe: custou mais de 150 milhões de Euros(mais do que o Estádio do Olympic de Marseille), e hoje serve de ninho para pombos.

- Na França, os Estádios são multi-uso, servem para competições olímpicas, jogos de Rugby, e são centro de lazer, com lojas e restaurantes e estacionamento nos outros dias da semana. No Brasil são usados só para jogos.

- Em Brasília estão construindo um Estádio para 68.000 pessoas, sendo que o time local está na quarta divisão do campeonato brasileiro e tem média de público de 600 pagantes. Tudo com financiamento público.

- Em São Paulo há 2 estádios, Morumbi e Pacaembú, ao invés de reformá-los, construíram um 3o. estádio, Itaquerão, 23km do centro da cidade e sem metrô até lá.

- O ex-presidente Lula, torcedor do Corinthians, empenhou-se pessoalmente para que construíssem este estádio em vez de reformar um dos outros 2 já existentes.

- Exceto seus correligionários, ninguém acredita que Lula foi movido por amor ao "Timão" .

- Lula é amigo íntimo de Marcelo Bahia, Diretor da Odebrecht, vencedora da licitação. Um reforma custaria menos de 100 milhões de Euros, um novo estádio tinha previsão de custo inicial de 300 milhões de Euros (mas já passou de 500 milhões) um dos mais caros da história da humanidade. Lula e Marcelo são constantemente vistos em caríssimos restaurantes de Paris, tomando bons vinhos franceses. Lula, claro, se declara socialista.

- Este estádio é igualmente ruim, alagamento, péssima infraestrutura, e antes mesmo de inaugurar já caiu, matando funcionários. vide: http://oglobo.globo.com/esportes/video-mostra-momento-do-acidente-no-itaquerao-10911765
TRANSPORTES:

- A atual presidente Dilma Rousseff garantiu que faria um trem-bala, nos moldes do TGV Francês, que ligaria 4 cidades-sede: SP-RJ-BH-Brasilia. A promessa está gravada em redes sociais. ( http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,governo-garante-trem-bala-pronto-ate-a-copa-de-2014,381839,0.htm )

- Em 2009 foram aprovados 13 bilhões de Euros no PAC, uma soma gigantesca de dinheiro, suficiente para construir um TGV de Paris a Cabul no Afeganistão. Nunca se viu um orçamento tão alto.

- Mas o dinheiro desapareceu e nem um único centímetro do TGV brasileiro foi construído.

- Nenhum brasileiro cobra da Dilma a responsabilidade sobre a promessa do trem bala.

- Nenhuma das cidades-sede tem metrô até o Aeroporto.

- O taxis são caríssimos e os taxistas fazem trajetos mais longos com os estrangeiros que não conhecem a cidade.

- Aprenda Português pois os Taxistas não falam nem espanhol, francês não existe. Inglês nem pensar???

- Para os taxistas não há cursos de inglês financiados pelo governo, mas para as prostitutas sim. Parece piada, mas é verdade: ( vide: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/01/1211528-prostitutas-de-bh-tem-aulas-gratis-de-ingles-para-se-preparar-para-a-copa.shtml )

- É assim que o Brasil está se preparando para receber os turistas, ensinando inglês para as prostitutas. Pergunte se há um programa assim para policiais???

- Metrôs não funcionam bem, não cobre nem 10% das cidades ou simplesmente não existem.

- Os ônibus são precários, com muitos atrasos.

- O sistema de ônibus é complicadíssimo e ineficiente.

- Diariamente os ônibus são atacados por gangues que lhes ateiam fogo sob ordem de criminosos ou simplesmente para protestar.

- Às vezes não dá tempo do passageiro sair correndo e morre carbonizado.

- Ninguém é preso, mas as autoridades dizem: "estamos investigando..."

- O aeroporto da Megalópolis São Paulo tem uma capacidade de receber vôos inferior ao Aeroporto da pequena cidade de Orly, no interior da França.

- Os preços de passagens de aviões dispararam. Por um trajeto de 400km chegam a cobrar 1.000Euros durante a copa.

- Como o Brasil não tem infraestrutura, não aproveitará a alta demanda, devendo permitir que empresas aéreas estrangeiras atuem durante a Copa, o lucro virá para a Europa ou os EUA.

- Aluguel de carros é caríssimo, e, como disse um ex-presidente brasileiro, Fernando Collor, também afastado por corrupção, os carros brasileiros são carroças, sem os principais itens de segurança.

- Muito cuidado ao dirigir, o trânsito é uma selvageria. Sinalização, quando existe, é exclusivamente em português.

- Ônibus lotados a toda velocidade, dividem faixas com carroças, mendigos que puxam carros de ferro-velho, motoqueiros cruzando faixas sem sinalizar, pessoas xingando, engarrafamentos de horas. Em São Paulo chega a passar de 300km de engarrafamento, dentro da cidade, o maior da humanidade.

- Faixa de pedestre não serve para nada, não espere que os carros parem. Atropelam, matam e fogem.

- Não tente andar de bicicleta, será atropelado ou roubado.

- As estradas estão caindo aos pedaços, sem sinalização e o número de mortes em acidentes de trânsito em 2008 foi de 57.166, na França, 399, ou seja, quase 15.000% a mais de mortes, e levando em conta que no Brasil não há acidentes por neve ou gelo na pista.

- Apesar do Brasil ser autossuficiente em petróleo e estar do lado de países da OPEP, como Venezuela e Equador, a gasolina uma das mais caras do mundo, e de péssima qualidade, misturada com etanol e solvente de borracha, não há fiscalização nos postos.

- Mas o Brasileiro defende o monopólio do petróleo. É o único país do mundo onde os consumidores acham que o monopólio é bom para o consumidor, e não para o monopolista.

- Não existe transporte fluvial, apesar de ser o país com mais rios no mundo. O Brasil deveria investir em barcos, todo ano as cidades alagam. Vide http://www.youtube.com/watch?v=aNHnPUcZOFA

- As autoridades dizem que foram pegas de surpresa!

- Não há transporte por trens.

 




Escrito por Prof. Daniel Junghans às 18h30
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SAÚDE:

- Reze para não ter problemas de saúde enquanto estiver alí.

- Vacina contra febre amarela é recomendada.

- Use repelentes, no Brasil ainda há pessoas morrendo com dengue, malária ou doença de chagas, já erradicadas na França no século XVIII.

- Faça um seguro de saúde privado antes de ir ao Brasil.

- Médicos privados cobram mais de 100Eurs por consultas de 20minutos.

- Os hospitais públicos são péssimos. vide http://www.youtube.com/watch?v=cE9znkKV--k comparáveis a zonas de guerra.

- Nos últimos 10 anos o número de leitos em hospitais públicos caiu 15%. vide http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/em-11-anos-taxa-de-leitos-hospitalares-caiu-15-no-brasil-o-bravateiro-no-entanto-dava-licoes-a-obama-vinda-de-cubanos-serve-para-demonizar-medicos-brasileiros-e-e-projeto-ideologico-dos-paises-do/
- O Brasil precisa importar médicos de Cuba, já que não tem competência para formar médicos no próprio país. Acredite: Há um programa governamental para isso.

- O Brasil gasta apenas 4% do seu PIB com saúde, e 12% com pagamentos de funcionários públicos. Nos últimos anos o gasto com funcionários cresceu, e com saúde encolheu.

- A França gasta 12% com saúde e 4% com funcionalismo.

- Resultado: Brasil é 72. entre 100 países pesquisados pela OMS, a França 7.

- O craque Zinédine Zidane já era mal visto no Brasil, por ser responsável direto por 2 derrotas humilhantes da "canarinha" em mundiais. Ao saber que o Brasil sediaria a Copa, Zidane afirmou que o Brasil tinha outras prioridades, como a saúde, não os Estádios.

- Ronaldinho Fenômeno rebateu a frase dizendo que "não se faz copa com hospitais". vide http://www.youtube.com/watch?v=uRRoXJQf8f0
- A frase de Ronaldinho Fenômeno virou hit no Twitter e record e visualizações no youtube.

- O Pelé pediu para os Brasileiros esquecerem os problemas e curtirem a Copa.

HOSPEDAGEM:

- Paris é a cidade mais visitada do mundo, com quase 20 milhões de turistas / ano. São Paulo é menos visitada que a pequena Benidorm na Espanha, ou que a cinza Varsóvia, na Polônia ou a poluída Chenzen na China.

- São Paulo perde para Buenos Aires, Cuzco e outras cidades Sulamericanas.

- Nem no Brasil é a mais visitada. Ninguém faz turismo em São Paulo.

- Amarga o posto 68 na lista das mais visitadas do mundo.

- No entanto, um hotel em São Paulo custa em média 40% mais do que se hospedar em um equivalente hotel em Paris.

- Na época da Copa, um hotel de baixa qualidade em São Paulo chega a pedir 800Eurs por noite.

- Os brasileiros não tem hábito de intercambiar casas, alugar sofás ou hospedar pessoas por sites em internet.

- Leve adaptador de tomada. O Brasil adotou um sistema que só existe no Brasil, e muda a cada 4 ou 5 anos, gerando milhões para algumas empresas.

TELECOMUNICAÇÕES:

- Minuto de celular mais caro do mundo. vide http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1352956-minuto-do-celular-no-brasil-e-o-mais-caro-do-mundo.shtml
- O sinal é péssimo, um dos piores do mundo.

- 4G não existe na maioria das cidades.

- A internet é horrível e caríssima. Para o Brasil chegar aos níveis do Iraque deveria dobrar o investimento em banda larga. vide http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/conexao-de-internet-no-brasil-e-mais-lenta-que-no-iraque-e-cazaquistao
SEGURANÇA:

- Se você não gostou do que leu até agora, o pior está aqui.

- No Brasil há mais assassinatos que na Palestina, no Afeganistão, Síria e no Iraque JUNTOS.

- No Brasil há mais assassinatos que em toda a AMÉRICA DO NORTE + EUROPA + JAPÃO + OCEANIA.

- A guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos. No Brasil se mata a mesma quantidade em um ano.

- Ano passado foram 50.177 segundo o governo, segundo a ONGs superam 63.000 mortes.

- Todo brasileiro conhece alguém que foi assassinado.

- 1% dos casos resultam em prisão.

- Este 1% não chega a cumprir 1/6 da pena, e é beneficiado por vantagens que se dão aos criminosos.

- As prisões parecem masmorras e não recuperam.

- Rebeliões com dezenas de mortos, pessoas decapitadas, esquartejadas são frequentes.

- Recomenda-se levar uma pequenas quantidade de dinheiro para caso de assaltos. É comum assassinarem as pessoas que nada tem para o assalto.

- Não leve o cartão consigo, você pode ser vítima de uma espécie de sequestro que só tem no Brasil: "Sequestro Relâmpago".

- Não use relógios, máquinas fotográficas, celulares, pulseiras, brincos, colares, anéis, bolsas caras, bonés caros, óculos caros, tênis caro, etc... vista-se da forma mais simples possível.

- Se for assaltado, não reaja.

- Não ande pelas ruas após as 22hs.

- Caixas eletrônicos não funcionam após as 22h30, devido aos assaltos. Os políticos, no lugar de aumentar a segurança, tiveram a brilhante idéia de proibir o cidadão de bem de tirar dinheiro do caixa.

- Os bancos fecham as 16hs.

- Só faça câmbio em bancos ou casas autorizadas. Existe uma grande quantidade de moeda falsa e estrangeiros são alvo fácil.

- Policiais são monoglotas. Aprenda frases como: "Eu fui assaltado"; "preciso de ajuda", "estou ferido", "sou francês, leve-me ao consulado por favor"

- Há falsas blitz para assaltar pessoas.

CONCLUSÃO:

- O que falta no Brasil é educação. Os números são assustadores, mesmo quando comparados com seus vizinhos sulamericanos.

- O Brasil tem uma porcentagem de universitários menor que o Paraguai;

- Apenas 3% dos Brasileiros são bilingues.

- A Argentina tem 5 prêmios Nobel, a Colombia 3, o Chile 3, a Venezuela 1, a Colombia 4, o Brasil??? Zero!

- Entre as 300 melhores Universidades do mundo, não tem nenhuma Universidade Brasileira.

- O país tem 9% de analfabetos;

- No Brasil há 33.000.000 de analfabetos funcionais.

- Ano passado surgiram 300.000 novos analfabetos.

- No ranking da ONU de 2012 o Brasil, que já estava mal colocado, caiu mais 3 posições, e hoje é o número 88 no mundo. (A França é 5.)

- O Brasil fica atrás de Belize, Ilhas Fiji, Tchad, Azerbaijão, Ilhas Maurícios, Uzbequistão, Mongólia, Paraguai, Trinidad e Tobago, Belarus, Tijiquistão, Botswana, São Tomé e Príncipe, Namíbia, Santa Lúcia, Moldavia.... até atrás da Palestina em guerra, o Brasil conseguiu ficar.

- UMA VERGONHA INTERNACIONAL mas o brasileiro está muito feliz de ser pentacampeão de futebol.

Nos corredores da FIFA já se admite que foi o maior erro da história da Instituição eleger o Brasil como sede. O que se fala é que os dirigentes deveriam ter ouvido o grande Estadista Francês Charles de Gaulle, quando disse:

"O Brasil não é um país sério"



Escrito por Prof. Daniel Junghans às 18h08
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Mensagem ao Presidente do IPPUC

 

Excelentíssimo Sr. Presidente do IPPUC  Sérgio Pires

Assisti ontem sua entrevista ao Jornal Bom Dia Paraná e fiquei feliz em ouvir de sua boca a intenção de transformar nossa querida cidade de Curitiba em uma cidade mais humana em detrimento dos veículos motorizados.

Devo parabenizá-lo pelas palavras e pela intenção, que refletem a filosofia das mais modernas legislações de trânsito de países desenvolvidos, como Suécia, Inglaterra e França, demonstrando que és um homem munido dos maior grau de consciência do bem público e do direito coletivo.

Gostaria de escrever muitas linhas para elogiá-lo  pelo seu trabalho e disposição pessoais, mas como usuário frequente do sistema central156 da PMC infelizmente não posso fazê-lo e a explicação é simples.

Muito embora suas palavras estejam corretas, não encontram espelho nos órgãos de planejamento e trânsito da PMC. Já fiz centenas de solicitações à central156, a grande maioria sobre implantação de infraestrutura cicloviária em nossa capital, mas por dezenas de vezes  a resposta padrão dos técnicos e engenheiros da PMC tem sido:

 "Não podemos atendê-lo para não prejudicar o 'fluxo de veículos'... ".

Ora, esta resposta demonstra, além de despreparo do funcionário para exercer o cargo público, ignorância sobre as determinações de seus superiores e o que é pior: desrespeito com o cidadão.

Um exemplo são os meus vários pedidos de implantação de travessia elevada no cruzamento das ciclovias com ruas onde os automóveis circulam a velocidades elevadas e colocam em risco a integridade do pedestre e do ciclistas. A travessia elevada, apesar de originar-se na Lei 9050 - Lei da acessibilidade - pode e deve ser utilizada como forma de educar os motoristas a reduzir a velocidade e respeitar os mais fracos. Ao invés do técnico da PMC utilizá-la para justificar a implantação de travessias elevadas a favor do cidadão, utiliza-a erroneamente para beneficiar os automóveis, negando minhas solicitações.

Outro exemplo com resposta idêntica é meu pedido de implantação de outro semáforo na pista da esquerda do cruzamento das ruas Barão de Antonina com Heitor Stockler de França, onde há uma faixa de pedestre conjugada com ciclovia onde a grande maioria doa motoristas avança sobre a faixa, obstruindo a passagem de pedestres e os ameaçando com seus veículos.

A função do poder público é proteger o cidadão nas vias públicas, estimulando o pedestre e o ciclista e desestimulando a utilização de veículos automotores, mesmo que para tal o motorista tenha que "perder" alguns segundos cruzando uma travessia elevada.

Solicitei a implantação de travessias elevadas em todos os cruzamentos da ciclovia Centro Cívico - São Lourenço (uma das mais utilizadas da cidade) com as ruas Dep. Mario de Barros, Roberto Barroso, Brasilino de Moura, Albano Reis,  Lysimaco Ferreira da Costa, entre outras.

Uma Curitiba do futuro começa com gestores públicos ousados e preparados para nadar contra a forte corrente egoísta e insana por décadas estimulada pela maciça propaganda das empresas montadoras e petrolíferas.

Solicito humildemente, portanto, nobre Sr. Sérgio Pires, que determine a seus subordinados que jamais utilizem tal argumento para as respostas aos cidadãos, e que, conforme suas palavras ao "Bom dia Paraná", repensem suas atitudes no exercício do cargo de planejamento e operação do sistema viário de Curitiba.


Obrigado

Prof. Daniel Junghans / UTFPR

 



Categoria: Bicicleta
Escrito por Prof. Daniel Junghans às 11h01
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Sugestão de ciclomobilidade para a LDO 2014

Enviei a comissão de economia da câmara de vereadores de Curitiba as seguintes sugestões para aplicação na Lei de Diretrizes Orçamentárias 2014, que vai orientar o poder público sobre onde deve gastar o orçamento municipal em 2014.

 

Nobres edis de Curitiba:

Sou professor da UTFPR e há muitos anos estudo os problemas que afetam a mobilidade urbana de nossa capital.

Hoje adoto a bicicleta para meus deslocamentos diários e acredito na bicicleta como maneira inteligente, saudável e sustentável de melhorar a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população, além de reduzir os custos necessários em saúde pública.

Destarte envio abaixo minhas sugestões para promover a ciclomobilidade em Curitiba.

1.Reforma e ampliação das ciclovias existentes, especialmente a ciclovia Centro Cívico - São Lourenço, que além de ser uma das mais bonitas e utilizadas da capital, possui espaço físico disponível para duplicação de sua pista asfáltica para separação de pedestres e ciclistas, nos mesmos moldes que foi realizado no parque Barigui. A implantação desta ciclovia servirá como modelo e vitrine para a população no sentido de demonstrar que o poder público está sensível e estimula a população adotar práticas saudáveis e sustentáveis que ao mesmo tempo contribuem para a melhoria da qualidade de vida e melhoram a mobilidade urbana.

2.Implantação/pintura de ciclo faixas tipo tapete vermelho a direita e em ambos os lados das pistas locais nos eixos estruturais - canaletas - nos mesmos moldes que foi implantado na Av. Marechal Floriano Peixoto. Tais ciclovias terão vários objetivos benéficos para a cidade: prover via de acesso seguro ao cidadão que desloca-se de bicicleta, retirar de circulação os ciclistas que trafegam pelas canaletas dos ônibus coletivos, educar os motoristas que trafegam em alta velocidade pelas vias locais e estimulá-lo a deixar seu automóvel em casa, além de servir de vitrine de exposição de nossa cidade como modelo internacional de mobilidade urbana inteligente e sustentável.

3.Alocar recursos financeiros para divulgação midiática de campanhas educativas de trânsito para educar pedestres, ciclistas e motoristas a respeitarem as leis de trânsito, especialmente ao pedestre, para atravessar a via na faixa, ao ciclista, para utilizar sinalização noturna nas bikes e ao motorista para respeitar os anteriores, lançando a campanha da "mãozinha" a exemplo da campanha implantada em Brasília, que mudou o panorama do trânsito na capital federal, onde hoje o motorista sente vergonha de avançar a faixa de pedestre e ameaçar o pedestre.

Obrigado.

Prof. Daniel Junghans - UTFPR



Categoria: Bicicleta
Escrito por Prof. Daniel Junghans às 19h52
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Grades nas canaletas de ônibus

Sobre as grades nas canaletas

Sobre as grades de ferro que separam a via local da canaleta de ônibus, também sou contra, mas vou fazer o papel de advogado do diabo, só pra incitar a discussão... rsrsrsrs. Na av. Sete de Setembro também foram instaladas tais grades, solicitadas pelo próprio diretor da UTFPR como forma de coibir os constantes atropelamentos no local.

A esquina da av. Sete de Setembro com a Av. Mal Floriano foi considerada estatisticamente a mais perigosa de Curitiba devido ao grande número de acidentes com vítimas. Eu mesmo presenciei um atropelamento nesta esquina, há 10 anos atrás, quando não havia grades de proteção, de um jovem que estava calmamente conversando com seu grupo de amigos, parados sobre a calçada que divide a canaleta da via local e, num momento de bobeira, invadiu o asfalto da canaleta exatamente no momento que passava um biarticulado. O barulho do impacto de seu corpo com o coletivo nunca mais esquecerei.

Invoco este triste fato para explicar para meus alunos que não é só bebida e drogas que matam mas comportamento de grupo também. Pessoas, quando estão em grupo, fazem coisas estúpidas que não fariam quando estão sozinhas, especialmente os adolescentes. O jovem morreu no dia seguinte, mas o fato é que a sociedade perdeu um bom filho, bom aluno e um futuro bom profissional, que poderia ter sido evitado se houvesse tais grades. Parace incrível, mas este fato ocorre quase todo dia em Curitiba.

Claro que a solução correta e definitiva seria a educação da população, principalmente do motorista que conduz um artefato de 100 toneladas pelas ruas, mas isso leva décadas, e até lá, devemos buscar formas provisórias de evitar tais mortes.

Como ciclista, tenho observado que, a despeito de gostarmos de pichar os condutores de automóveis, a grande maioria dos pedestres não atravessa a rua na faixa e muitos ciclistas pedalam a noite sem nenhuma sinalização luminosa, o que são comportamentos tão perigosos quanto dirigir um veículo estando embriagado. Defendo que, além de solicitar campanhas educativas e mais respeito dos condutores de automóveis, é mais eficiente tentarmos mudar o comportamento de nossos pares ciclistas, para que o respeito dos outros motoristas venha de forma natural e sem conflitos mútuos.



Categoria: Bicicleta
Escrito por Prof. Daniel Junghans às 11h23
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Reunião das montadoras

 

Em uma reunião secreta em uma cidade no centro da Europa, os presidentes das maiores montadoras de automóveis do mundo discutiam qual o melhor país para investir na produção e comercialização nos próximos anos. Os representantes dos EUA e da Europa nem tentaram falar de suas regiões, devido ao bem conhecido excessivo número  de automóveis já vendidos e a alta educação e conscientização ecológica de seus habitantes. Os representantes da China e India estavam convictos que o futuro era ali, onde bilhões de novos consumidores estavam ávidos para comprar seu primeiro carro. O problema é que demoraria décadas para que a renda per capita fosse suficiente para deslanchar tal mercado. Então o representante brasileiro falou: Invistam no país onde há dezenas de milhões de pessoas amantes de automóveis que pagariam o dobro do valor internacional por um carro sem tecnologia, que o compram antes mesmo de adquirir sua casa própria (mesmo sabendo que gera uma enorme despesa), onde o governo trabalha para nós, preferindo investir em infraestrutura viária para automóveis em detrimento dos pedestres e transporte público, mal fiscaliza os responsáveis pelo massacre de 40.000 vidas por ano no trânsito e ainda oferece amplo subsídio ao combustível e isenção aos impostos que devemos e onde os ciclistas que poderiam ameaçar nossa indústria são taxados como crianças, pobres ou malucos.

Ganhou a concordância de todos.

Resultado:

Montadoras investem em novas fábricas no Brasil

7 novas montadoras no Brasil

8 Novas montadoras que devem construir novas fábricas no Brasil

 



Categoria: Bicicleta
Escrito por Prof. Daniel Junghans às 17h34
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Carta ao Presidente do IPPUC

 

IPPUC- Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba é o órgão responsável pelo planejamento da infraestrutura urbana na cidade de Curitiba. Seu presidente (em Abril de 2013) é o arquiteto e urbanista Sérgio Pires.

 

Sou professor da UTFPR, cicloativista e estive na audiência pública sobre mobilidade do dia 08/04/2013. 


Ouvi sua fala, que me deixou muito feliz em saber que a Curitiba do futuro está em boas mãos, especialmente pela sua determinação em priorizar o transporte público e alternativo, como a bicicleta, em detrimento do transporte individual e egoísta dos automóveis.

Tal determinação está de acordo com o pensamento e atitudes dos melhores gestores públicos nos países desenvolvidos: a consciência que deve-se humanizar as cidades e reduzir a dependêndia do transporte motorizado individual. Não há possibilidade de solução para a mobilidade urbana para a cidade que prioriza automóveis em seus pequenos atos, como destacar a maioria do orçamento em obras de vias públicas para automóveis e o esforço dos engenheiros da prefeitura no planejamento do tráfego de automóveis. A solução passa obrigatoriamente pelo investimento pesado e decidido em educação no trânsito e infraestrutura de transporte público e cicloviário.

Como forma de ilustrar o pensamento dos cicloativistas, gostaria de sugerir excelentes vídeos educativos de transito, presentes em minha página pessoal, alguns deles com a opinião dos melhores especialistas de trânsito do país. 

Em sua fala na audiência, preocupou-me sua intenção de descobrir formas de incluir a bicicleta DENTRO dos ônibus. Isto funciona na linha turística, mas não nas linhas convencionais que enfrentam horários de pico, onde a bicicleta certamente será hostilizada por ocupar o espaço de 4 ou 5 cidadãos.

Ademais, a resolução 26/98 do CONTRAN estabelece que, nos ônibus e microônibus o transporte de bicicletas deve ser feito em compartimento segregado dos passageiros, portanto, qualquer tentativa de inserir a bicicleta dentro dos ônibus, mesmo com boa intenção, é contra a lei.
A Resolução 26/98 do CONTRAN estabelece que nos ônibus e microônibus a carga deve ser colocada em compartimento segregado dos passageiros, porém da mesma forma não estabelece penalidade por descumprimento. É o que chamaríamos de fato atípico, por não se enquadrar numa infração específica. - See more at: http://www.vanguardapolitica.com.br/2012/10/bicicletas-e-o-transito-forma-de-transportar/#sthash.Eo4VIckH.dpuf
A Resolução 26/98 do CONTRAN estabelece que nos ônibus e microônibus a carga deve ser colocada em compartimento segregado dos passageiros, porém da mesma forma não estabelece penalidade por descumprimento. É o que chamaríamos de fato atípico, por não se enquadrar numa infração específica. - See more at: http://www.vanguardapolitica.com.br/2012/10/bicicletas-e-o-transito-forma-de-transportar/#sthash.Eo4VIckH.dpuf
A Resolução 26/98 do CONTRAN estabelece que nos ônibus e microônibus a carga deve ser colocada em compartimento segregado dos passageiros, porém da mesma forma não estabelece penalidade por descumprimento. É o que chamaríamos de fato atípico, por não se enquadrar numa infração específica. - See more at: http://www.vanguardapolitica.com.br/2012/10/bicicletas-e-o-transito-forma-de-transportar/#sthash.Eo4VIckH.dpuf

A melhor solução para todos é a instalação de suportes especiais para bicicletas na parte frontal dos ônibus, conforme demonstram estas fotos. Passei 50 dias na Califórnia e percebi que funcionam muito bem nas cidades de Los Angeles e São Francisco.

Os suportes são simples, não demandam sistema hidráulico e são acionados pelo próprio ciclista, que apenas colocam suas bikes sobre os suportes. Depende apenas da boa vontade dos motoristas em esperar alguns segundos a mais, exatamente como acontece com os idosos e portadores de necessidades especiais.

Soluções simples como estas podem facilmente ser implantadas em Curitiba e contribuem sobremaneira para a criação da imagem de nossa cidade como modelo internacional de mobilidade urbana sustentável.

Estou a disposição para auxiliá-lo no que for necessário.

Um grande abraço

Prof. Daniel Junghans - UTFPR.

 



Categoria: Bicicleta
Escrito por Prof. Daniel Junghans às 13h16
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Conversa com o Miranda sobre transbike ou bikebus

Em resposta à minha provocação inicial ao presidente do IPPUC, tive a grata satisfação de ser redirecionado ao Miranda, com o qual mantive a conversa abaixo:


Antonio Carlos de Mattos Miranda é o responsável no IPPUC (Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Curitiba - órgão da prefeitura) pela implantação de infraestrutura cicloviária de Curitiba e um dos mais respeitados cicloativistas do Brasil


Miranda... fiquei extremanente feliz ao receber sua resposta como encaminhamento do Sérgio Pires, pois apesar de não conhecê-lo pessoalmente, acompanho seu trabalho há anos e só recebo elogios quanto à sua atuação no cicloativismo, inclusive dentro da CicloIguaçu.


Mas vamos aos fatos. Sobre o tema Bikes DENTRO dos ônibus, posso afirmar que, nos deslocamentos que fiz em ônibus e mesmo a pé nas cidades de Los Angeles e San Francisco, observei dezenas de ciclistas colocando e tirando sua bike da frente do ônibus, nunca demorando mais que alguns segundos para tal operação. De fato, sempre mais rápido que o embarque/desembarque de um idoso.

Voce citou que os ciclistas "amarravam" suas bicicletas. Isso não existe por lá... A bandeja é projetada de tal forma que não há necessidade de "amarração", tendo apenas o ciclista que erguer a bike e encaixar os dois pneus nos "slots". Também nunca presenciei 2 ciclistas no mesmo ponto embarcando/desembarcando, apesar de haver 2 "slots" em cada bandeja. Estatisticamente isto é muito raro. A adoção da bandeja à frente do ônibus demanda apenas um custo inicial, mas terá uma vida útil de décadas sem nenhum tipo de obstáculo ou dificuldade para o motorista de ônibus ou para o trânsito em geral. Coloco-me a disposição para ajudar a elaborar estudos e projeto deste tipo de bandeja.

Lendo suas explicações e experiências de vida passada, parece-me que o principal problema para a implantação deste sistema é mesmo a cultura da população de adoração ao automóvel e desrespeito ao ciclista, que é visto como criança ou pobre, e aí voltamos ao  velho dilema:  O poder público deve apenas responder às demandas da população ou deve ser o agente estimulador de novas práticas de qualidade de vida? Sou convictamente defensor desta última. Especialmente no nosso país onde as grandes empresas (coca-cola, petrolíferas, montadoras, etc) passaram décadas gastando zilhões de dólares para incutir na população consumidora a cultura de idéias errôneas tais como "refrigerante é bom" ou "automóvel é imprescindível". Chegou o momento do estado assumir tal posição de formador de opinião e determinar o futuro do país nas idéias de gestores públicos inteligentes, cultos e experientes como tu.

O Brasil está passando por um momento social e econômico onde deixamos de ser "subdesenvolvido dependente" para tornar-se "emergente pólo regional" com responsabilidades enormes perante nossos vizinhos latinos. Tais responsabilidades incluem a elaboração de políticas públicas socialmente eco-sustentáveis que serão copiadas e duplicadas em outras cidades do mundo.

Neste sentido, priorizar fortemente o transporte público e as bicicletas como meio de locomoção é a atitude mais coerente e eficaz a longo prazo. 

Mais do que apenas implantar a integração perfeita entre ônibus e bicicleta, o transporte da bike na frente dos ônibus representa uma enorme vitrine do poder público dizendo: "PEDALEM". Cada ônibus será um outdoor avisando aos cidadãos que a solução para a mobilidade não é o automóvel; que o país que queremos para nossos filhos e netos não é aquele onde 40.000 pessoas morrem por ano e que a morte de cada um deles não foi em vão, pois sabemos honrá-los e homenageá-los através de nossos esforços em reduzir os acidentes de trânsito implantando políticas públicas alternativas à ditadura assassina das montadoras de automóveis. 

Tenho a certeza, Miranda, que mais que um técnico, tu és um ser iluminado formador de opinião que entende profundamente a necessidade da prefeitura de Curitiba tomar as rédeas e mostrar enfaticamente, e com atitudes fortes, a direção correta que devemos seguir para a mobilidade e para evitar o avanço das mortes no trânsito. 

Fiquei triste pela retirada da ciclo-anel viário de lazer do centro de Curitiba, pois apesar da falta de utilização e custos, o ciclo-anel era um excelente instrumento de introdução da nova cultura ciclística, pois atuava como outro "outdoor" do estado dizendo "PEDALEM". As poucas crianças levadas pelo pai a pedalar pelas ruas centrais futuramente transformar-se-iam em ciclistas que pedalam para seu trabalho e viveriam com melhor qualidade de vida. Infelizmente, ficou a clara impressão que a sua desativação teve caráter revanchista contra o antigo prefeito, prática arraigada em um país onde, ao contrário do que deveria ser, prevalece a política de governo (limitada ao mandato) ao invés da política de estado (que perdura por décadas). Ambas as ciclofaixas de lazer (a antiga e a nova) deveriam coexistir para acentuar ainda mais tais políticas.

Não entendi a sua afirmação: "No caso de Curitiba, nossos ônibus têm picos de demanda muito característicos, onde não é possível adotar o sistema que o senhor propõe
durante a semana nos horários de interesse também dos ciclistas, mesmo para as linhas alimentadoras." Entendo que, uma vez implantada as bandejas, será uma política pública social, não apenas de solução de mobilidade urbana local. Não podemos pensar em soluções parciais, pontuais e horárias. O estado deve agir nas grandes questões de forma global, ininterrupta e independente de pressões ou problemas técnicos. Deve ORDENAR aos motoristas de ônibus que respeitem os pedestres e ciclistas, esperando pelo embarque/desembarque tanto de idosos, cadeirantes e de ciclistas. Os 40.000 mortos e 200.000 feridos em acidentes por ano no Brasil acontecem exatamente porque gestores públicos não entendem a sua responsabilidade como formadores de cultura e atuam apenas reagindo a demandas geradas por grandes empresas privadas com interesse apenas no lucro, relegando a vida humana a segundo plano. BASTA! Somos inteligentes e conscientes da qualidade de vida que queremos para o futuro!.

Renovo minha admiração pelo seu trabalho e minhas esperanças que obtenhas o espaço, respeito e verbas necessárias para implantar a filosofia ciclística na nossa capital...

e V-I-V-A as bikes!!!




Categoria: Bicicleta
Escrito por Prof. Daniel Junghans às 13h12
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Transbike ou Bikebus

Li alguns comentários negativos sobre os transbikes ou bikebus, inclusive de especialistas em segurança de trânsito, dizendo que caso sejam implementados, aumentarão o risco de lesões em um eventual acidente por atropelamento.

Ora, utilizar o argumento que o ônibus "vai se acidentar" para justificar a não implementação dos transbikes é o mesmo que dizer "Não compre um carro pois você o baterá", ou "não nasça, pois você morrerá".

Transbike ou bikebus deu certo e está funcionando perfeitamente em Los Angeles, São Franscisco e em muitas outras cidades pelo mundo.

Dizer que não funciona no Brasil porque os motoristas são piores ou porque aumentam o dano aos atropelados é aceitar passivamente e "institucionalizar" a ignorância dos 40.000 mortos por ano em acidentes de trânsito em nosso país  como se fosse algo normal e aceitável.

O transbike ou bikebus não é o responsável pelo atropelamento. O motorista (e a empresa que o pressiona, e o trânsito maluco, etc) sim.

A integração entre os modais ônibus e bicicleta é estudada e almejada em todo o mundo como uma das soluções em mobilidade urbana.

Portanto, o bikebus deve ser implantado, junto com outras medidas educativas e fiscalizatórias para coibir os acidentes de trânsito.



Categoria: Bicicleta
Escrito por Prof. Daniel Junghans às 13h11
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Central 156 da Prefeitura de Curitiba


Sou um dos maiores "eco-chatos" ou "bio-desagradáveis" clientes da Central156 da Prefeitura de Curitiba.

Contabilizo até agora mais de 500 pedidos à central 156, a grande maioria referentes a implantação e melhoria da infraestrutura cicloviária em nossa cidade.

Ultimamente tenho dedicado-me, entre outros, a solicitar pintura de "tapete" vermelho e travessias elevadas nos diversos cruzamentos com vias públicas da ciclovia Centro Cívico - São Lourenço - que percorro diariamente.

Para aqueles que não acreditam na eficiência deste meio de comunicação, informo que todas as solicitações são protocoladas, quase todas são respondidas e muitas delas são atendidas, mesmo que levem mais de 1 ano para tal...

Destarte, conclamo a todos os cidadãos curitibanos e os amantes da bike a aumentarem a pressão através da  www.central156.org.br  para que nossos esforços sejam somados no objetivo comum de conscientizar nossos representantes e gestores públicos a adotar medidas para tornar nossa cidade mais humana e cicloamigável.



Dicas:


Quando as operadoras da www.central156.org.br respondem em branco, ou negativamente, existe um campo abaixo que permite expressar a sua "não conformação" com a resposta que, quando preenchido e enviado, retorna a mensagem "Não foi possível encontrar o protocolo", o que gera a sensação de que sua mensagem foi inútil.  



Já solicitei a correção de tal problema do site www.central156.org.br à Prefeitura, mas o que tenho feito nestes casos - e com sucesso - é enviar uma nova solicitação (com novo protocolo) incluindo e resposta negativa e referindo o protocolo anterior, para que a solicitação chegue ao mesmo gestor responsável pela resposta inicial.

Quando a solicitação é criada erroneamente pelos operadores da www.central156.org.br, o que frequentemente acontece, minimizei tais erros quando passei a ter mais cuidado na especificação dos dados  corretos do formulário, como por exemplo o endereço e o número correto - sempre confirmo com o google maps. Parece incrível, mas percebi que os fiscais da prefeitura não circulam pelas ciclovias, pois mesmo quando a solicitação não envolve o nome de via pública, sou obrigado a citar o nome de uma! Clara alusão à selvagem cultura predominante de adoração aos automóveis... A sociedade parece ter esquecido que, por milênios, a referência mais utilizada para mobilidade humana sempre foram os cursos dos rios, que permanece até hoje como a rota mais fácil para deslocar-se com tração humana, caso das bicicletas e skates.

Um exemplo deste tipo de erro foi quando solicitei a manutenção corretiva nos mini-totens informativos da prefeitura - presentes ao longo das ciclovias - de forma a acrescentarem barras de ferro em seu interior a fim de minimizarem a derrubada por vândalos retornaram-me uma solicitação enviada para manutenção dos totens de propaganda da clearchannel !!!

Outra recomendação que faço é sempre criar uma solicitação - ou protocolo - diferente
mesmo quando a solicitação envolver várias ruas - caso do meu pedido de travessias elevadas em TODAS as ruas que cruzam a ciclovia... Dá um trabalhão, mas compensa...

Prof. Daniel Junghans - UTFPR
Link para meu site pessoal da UTFPR onde há vários vídeos educativos e cicloativistas.

 



Escrito por Prof. Daniel às 15h12
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Redução do IPI para automóveis: PRESENTE DE GREGO


 
“Carro fica 10% mais barato a partir de hoje”.

A notícia parece boa, mas é na verdade um presente de grego.

Incapaz de dar solução sustentável para os problemas da mobilidade urbana, o Governo Federal aposta na pior das opções: o carro.

O sistema de transporte - esse monumento à negligência com a população -,  é deficiente em todas as cidades brasileiras e precário na maioria delas.

Faltam ao sistema pontualidade, segurança, conforto, frequência, acessibilidade, tarifa justa e competitiva com os outros modos de transporte.

Corolário: todos querem fugir dos ônibus,  que seja para um carrinho velho, caindo aos pedaços, ou uma motocicleta, mesmo que isso signifique riscos no trânsito.

Com a redução de impostos e aumento da oferta de crédito, o governo dá mais um empurrão para a solução individual de transporte nesse “salve-se que puder”.

O Governo Federal errou em cheio. Primeiro porque dá um tiro no próprio pé. Ele abrirá mão de uma soma considerável de impostos, segundo apurou o Correio Braziliense, algo da ordem de 2,7 bilhões de reais.

Obviamente as áreas de Saúde, Educação e Segurança, que não andam bem, poderiam se beneficiar com esses recursos.

Segundo porque impõe à sociedade um aumento de custos sociais, econômicos e ambientais decorrentes da mobilidade que poderiam ser evitados.

Os itens da fatura virão em forma de poluição, congestionamentos, desastres de trânsito e a consequente conta no hospital, demanda por mais viadutos, estacionamentos, sinalização, alargamento de ruas e avenidas.

As já escassas áreas verdes terão de dar passagem aos novos carros, senhores do espaço público.

Os pedestres ficarão ainda mais espremidos nas calçadas e para atravessar uma rua terão de enfrentar uma frota de veículos mais densa, mais compacta e ainda mais agressiva.

Em terceiro lugar, quem vai pagar pelo equívoco do governo será a “nova classe média”.

Parece que ela será a vítima preferencial, que por ter o privilégio de escapar dos ônibus superlotados, inseguros, caros e sem pontualidade, trocará o aperto da viagem pelo aperto financeiro.

O carro custará o financiamento do banco, o IPVA, o seguro obrigatório, a gasolina, a troca de óleo, as manutenções. Breve o novo cidadão motorizado descobrirá que excedeu a velocidade em algum momento ou estacionou em local proibido.

O valor da multa será uma punhalada no orçamento familiar. Silenciosamente, os pneus custam cerca de três míseros centavos por quilômetro, mas chegará o dia de pagar a conta. E acumulada.

Nesse momento ele entenderá o que significa depreciação: o valor do seu carro não é mais o mesmo e a diferença ele deverá contabilizar como prejuízo.

Como a sua excelência automóvel não aceita dormir na rua, reivindicará o maior quarto da casa, e com um nome especial: garagem.

Provavelmente esse brasileiro ainda não fez as contas, mas gastará cerca de mil reais por mês com a mobilidade, cinco vezes mais que antes.

Ou seja, o governo, que deveria investir em transporte público para a população, transferiu a conta para o bolso do cidadão.

Por ser um veículo não poluente, barato, eficiente, que não ameaça os outros e ainda melhora a saúde de quem o utiliza, dos 18 bilhões de reais que serão liberados pelo BNDES para a “mobilidade”, a bicicleta receberá um gigantesco nada.

Ao lado dos pedestres, os ciclistas continuarão acuados em um espaço cada vez mais exíguo. Quem anda a pé, de bicicleta ou transporte público no Brasil não merece investimentos, consideração nem respeito.

Em resumo, as novas medidas de incentivo à compra de carros representam perdas para o governo, para a sociedade e para o cidadão. Porém, sabemos todos, que onde há perdedores, há ganhadores.

As montadoras que venderão os carros estão felizes e os bancos quer farão os financiamentos mais ainda. E torcem para a deterioração do já o precário sistema de transporte público. É a turma do quanto pior, melhor. Agora com patrocínio governamental.
 
 
David Duarte Lima, doutor em Segurança de Trânsito, é professor da Universidade de Brasília.


Escrito por Prof. Daniel às 20h15
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Sobre ciclovias e semáforos para pedestres e ciclistas



Ao contrário do que a lógica inicial faz parecer, a implantação de ciclovias e semáforos para pedestres e ciclistas não é a solução definitiva para a segurança no trânsito. Explico.

Em todo o mundo a moderna filosofia de engenharia de trânsito visa implantar medidas que promovem a integração entre seus diversos agentes - pedestres, motoristas, ciclistas, etc.

Definir faixas exclusivas para motocicletas e bicicletas realmente reduzem os acidentes com vítimas nos locais onde são implantados, porém ao seguir esta lógica, deve-se implantar faixas exclusivas também para skatistas, patinadores, carroças, jegues e afins... Claro que o espaço disponível nas vias públicas não é suficiente para todos.

Semáforos para pedestres e ciclistas também são bons para estes usuários, mas além de promover a sectarização (separação), causa irritação dos motoristas de automóveis que tem que esperar mais no semáforo, além do fato que sempre haverá muito mais cruzamentos sem semáforos para pedestres, e os atropelamentos continuarão a acontecer.

Com as ciclovias acontece o mesmo: são realmente mais seguras, porém sempre haverá um trecho de via pública onde o ciclista deverá compartilhar o espaço com automóveis.

Deste raciocínio concluímos que a solução não é SEPARAR, mas INTEGRAR com RESPEITO os diversos usuários das vias públicas.

É mais sensato, duradouro e eficaz empregarmos nossas energias na educação do motorista e, antes disso, dos próprios ciclistas e pedestres. 

Tenho notado que a imensa maioria destes adotam uma atitude passiva e, mesmo nos cruzamentos onde há faixas específicas de pedestres e ciclovias, param e esperam os veículos passarem antes de colocar o pé na via. 

Tenho adotado com sucesso o seguinte procedimento com minha bike: ao me aproximar da via pública (somente onde há clara pintura de sinalização horizontal para pedestres e ciclistas) avanço com muito cuidado e faço 3 gestos: com a mão levantada, solicito a parada do veículo, indico a faixa no piso e agradeço com o polegar levantado. Incrivelmente, tenho obtido o respeito de quase todos os motoristas. Alguns reclamam, mas nem dou bola e sigo meu caminho. 

Acredito piamente que é mais fácil, rápido e eficiente educar nossos pares ciclistas e pedestres do que os motoristas. A verdade é que precisamos conquistar nosso espaço de todas as formas: fazendo protestos públicos, passeios em grupo pela cidade, trabalhando nos bastidores com gestores públicos e pela internet, mas acima de tudo, fazendo-nos respeitar no dia a dia nas vias públicas. 

Claro que apenas uma minoria de ciclistas e pedestres tem condições físicas e psicológicas para adotar o procedimento acima descrito. A maioria prefere ser passivo e aceitar o imperialismo dos automóveis, mas os cicloativistas de boa saúde e grande habilidade com a bike tem não apenas condições de fazê-lo como a grande oportunidade de gerar o respeito e talvez no futuro salvar a vida de um pedestre ou ciclista que deixar de ser atropelado por um destes motoristas.


 



Escrito por Prof. Daniel às 12h17
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Sobre o metro curitibano


7 motivos para o metrô subterrâneo em Curitiba:


1.A atual tecnologia de perfuração de túneis está extremamente desenvolvida. A utilização dos TBM´s ou "tatuzões" permitem furar e concretar ao mesmo tempo, perfazendo até 50 m de túnel por dia. Neste ritmo, os 14 Km do projeto de Curitiba levaria apenas 280 dias para finalizar. As obras mais demoradas serão as estações de embarque e desembarque, que levarão (pela previsão inicial) 4 anos para tornarem-se operacionais.

2.O fato do metro ser subterrâneo elimina vários problemas que ocorrem em uma obra de superfície, entre eles:

  • A necessidade de longas e caras ações judiciais para rever os cálculos de desapropriações de terrenos particulares na cidade. Isto atrasa por anos a finalização da obra, e quem paga é o cidadão.
  • Elimina quase completamente os atropelamentos de pedestres e ciclistas. Se apenas uma vida tiver sido salva já terá valido a pena tanto investimento.
  • Elimina anos de transtornos da população em obras de superfície.
  • Não degrada o entorno da via pública onde for construído. Na cidade de SP, há um movimento público que deseja demolir o "minhocão", elevado de 3,4 km, devido ao fato de toda a área sob o extenso viaduto estar degradada pela falta de insolação e a consequente presença de lixo, mendigos e drogados que tomaram a região. O comércio desta região também foi muito prejudicado. Isto ocorreria em Curitiba com a implantação de vias elevadas.


3.Ao contrário do "minhocão" todas as vias públicas por onde passará o metro curitibano tornar-se-ão, segundo o projeto original, um "Boulevard", onde as canaletas transformar-se-ão em jardins, calçadas para pedestres e ciclovias para ciclistas. Isto será um grande estímulo para os cidadãos descerem de seus prédios e conhecer e curtir melhor seu bairro e seus vizinhos, o que representará um salto positivo na qualidade de vida dos curitibanos.


4.A natureza do metro subterrâneo permite a expansão gradativa da capacidade de transporte público conforme o crescimento da demanda. Vagões adicionais podem ser acrescentados às composições sem risco de atrapalhar o trânsito de superfície. Isto não é possível no sistema atual de ônibus ou no sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).


5.O metro subterrâneo é um projeto de longo prazo, previsto para finalizar a primeira fase em 4 anos e expandir-se ao longo de centenas de anos e como tal, o difamado custo de "5 vezes mais" que o VLT (Veiculo leve sobre trilhos) será diluído ao longo dos séculos.

6.É o único sistema que poderá suportar a demanda pública em larga escala futuramente sem incorrer nos diversos problemas citados acima.

7. Tenho um amigo na cidade de SP que passou os 35 anos de vida profissional SEM CARRO. Perguntei como isto era possível. Ele respondeu-me que andava de metrô para todo o lado. Imagine o impacto negativo se, numa Curitiba do futuro, milhões de cidadãos continuarem a deslocar-se de automóvel pela cidade!  Sabemos que o curitibano possui uma cultura exacerbada de utilização do automóvel (mais ainda que o paulistano) e o dever do poder público é desestimular esta cultura egoísta e estimular a utilização de transporte público e alternativo, através de campanhas educativas como esta.


Os defensores de outros meios de transporte de massa alegam que o custo do metrô subterrâneo é até 5 (cinco) vezes maior que o VLT. Qualquer outro meio de transporte é mais barato que o metrô dentro de uma visão de curto e médio prazo. A medida que a população aumentará, a implantação do VLT , ou outro sistema de transporte, exigirá mais investimentos valiosos nos próximos 20 anos e periodicamente a cada 2 ou 3 décadas. Somando-se todo este investimento, em 1 ou 2 séculos resultará num valor maior que o metrô, especialmente se considerarmos que o valor venal dos terrenos elevar-se-á cada vez mais, enquanto o subsolo sempre será gratuito para o poder público. Não há milagres... a solução do transporte público demandará investimento pesado. A diferença é como encaramos o problema. O gestor público tem a obrigação de pensar a solução de longo prazo. Infelizmente no nosso país, os políticos estão mais interessados em apresentar soluções rápidas para garantir seu próximo mandato. Cabe aos eleitores escolher melhor os governantes que implantarão o futuro sistema de transporte.

No metrô subterrâneo, o ganho de velocidade no transporte para o cidadão será visivelmente maior que o ônibus coletivo tradicional. Basta lembrar o tempo que os motoristas de biarticulados perdem nos cruzamentos das canaletas. O padrão de condução infelizmente é sair da estação tubo acelerando ao máximo para frear forte 10 metros a frente para esperar o sinal vermelho abrir. Mo metrô tal fato não ocorre, pois todo o sistema é automatizado e operado remotamente por computadores. O condutor serve apenas como "fiscal local" da composição. A economia de combustível, pago pelo contribuinte e o benefício para o meio ambiente será imenso. Em uma cidade como SP, uma viagem completa da linha norte-sul leva 2 horas de ônibus, mas de metrô leva apenas 30 minutos.

O sentido maior do metro é fornecer transporte público barato e eficiente ao maior número de cidadãos possível. Por causa disto, o investimento nas 13 estações já planejadas será fundamental para o sucesso e mesmo para a justificativa de seus custos.


Ao mesmo tempo, é fundamental pensarmos na integração do metrô com outros modais de transporte, como a bicicleta. Um cidadão que mora a algumas quadras de distância (ou mais) deve ser estimulado a pedalar sua bicicleta até a estação mais próxima, onde encontrará um local seguro para estacioná-la, pegar o metrô e ir trabalhar. No seu retorno ao lar, fazer o caminho inverso, encontrando sua bike em perfeitas condições.


Claro que o metrô não é a única solução definitiva para a problemática do transporte coletivo de Curitiba, é apenas a melhor de longo prazo. Certamente teremos que continuar investindo nos ônibus tradicionais, nos táxis, bikes, skates, etc, mas se SP e Londres estão com problemas, imagine se não houvesse o metrô! Seria o caos. Ninguém mais andaria de carro por lá. (Pensando bem... seria bom se isso ocorresse em Curitiba...).

Outro importante diferença entre Curitiba e SP é que passou por lá um sujeito chamado Paulo Maluf... que sugou milhões de reais em obras de valores superfaturados. Devido ao aprimoramento das entidades de fiscalização (Ministério Público, Tribunal de Contas, Polícia Federal, etc) tamanha roubalheira não ocorrerá em Curitiba. Claro que não sou ingênuo em pensar que não haverá desvios... apenas será muito menor e mais difícil... para felicidade dos curitibanos.

O nosso futuro prefeito Gustavo Fruet já expressou sua vontade de adiar por 6 meses a 1 ano a obra do metro curitibano para que haja mais discussão com a população... Acho saudável que uma obra deste porte e prazo realmente seja melhor discutida. Houve até agora uma única audiência pública a respeito do tema. Problemas como a posição das futuras estações planejadas devem ser melhor discutidas com a população. Enviei uma solicitação a URBS para efetuar estudos de viabilidade para implantação de uma estação de metrô na micro-região do Shopping Agua Verde, pois nesta área existem 3 grandes condomínios com mais de 700 apartamentos, centenas de prédios habitacionais, além de várias clínicas médicas como a IPO. Pelo projeto original, o morador do condomínio do Shopping Agua Verde terá que andar 700 metros até a estação mais próxima, o que é um contra-senso. Rsponderam que meu questionamento será enviado a comissão de planejamento do projeto executivo do metro. Vamos aguardar...



Escrito por Prof. Daniel às 23h54
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Greve da UTFPR - Prof. Molinari 1

Prezadas e prezados,

Pensando em nossa organização para a próxima - e fundamental -
assembleia, encaminho dois textos produzidos pelo professor Molinari
em resposta à professora da UFPR que deu início à "petição eletrônica"
(solicitando a "inclusão do retorno às atividades" na pauta da
assembleia de docentes da UFPR).
Na sequência, estão: 1- o texto da petição; 2- a resposta (curta) do
professor Molinari; 3- a resposta (mais elaborada).
Solicito ao comando local de greve que encaminhe este texto assinado a
todos os professores da UTFPR. O professor Molinari autorizou a que
tal divulgação seja feita.
Boa leitura.

Este é um momento de cobrarmos daqueles que são contrários à
manutenção da greve que se manifestem para além das frases feitas.
Chega de justificativas do tipo "a greve já durou muito"; "eu sinto
que é hora de parar"; "já deu o que tinha que dar" e aparentadas.
Chega de senso comum! Estamos na universidade. Somos professores.
Sempre cobramos - corretamente - de nossos alunos que justifiquem e
embasem seus pensamentos, trabalhos, relatórios e todas as atividades
acadêmicas. Um professor que propõe sem justificar, critica sem
explicar, infere sem demonstrar e baseia seus argumentos na lógica do
senso comum desrespeita a ética da profissão, age de modo
obscurantista, anticientífico e antiacadêmico.

Desafio aqueles que são contrários à manutenção da greve a escrever um
texto de uma página, em letra tamanho 12 e espaçamento simples
justificando o porquê de interromper o movimento agora. Desafio!

Muita força na continuidade da greve!
Arandi.
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1- O texto da petição:
----- Original Message -----
From: Maria Adriana Camargo Cappello
To: Maria Adriana Camargo Cappello
Sent: Tuesday, August 28, 2012 4:54AM
Subject: Abaixo-assinado sobre continuidade ou não da greve na UFPR

Caros Colegas,

julgamos fundamental, independentemente da opinião de cada um
de nós sobre a greve de nossa categoria, que nós
professores da UFPR possamos discutir e deliberar em assembleia,
livremente e sem qualquer constrangimento, os rumos que pretendemos
dar a atual
paralisação.
Um movimento dessa magnitude, que se espalhou por todo o país
e já se estende por mais de cem dias, tem uma dinâmica intensa e requer de
nossa parte uma avaliação contínua.

É direito de todos, em face de circunstâncias sempre novas,
poder se exprimir e ouvir a opinião dos colegas, em assembleia, sobre a
continuidade ou não da greve. Julgamos fundamental assegurar
democraticamente
esse direito.

Por isso, nós, abaixo-assinados, solicitamos a APUFPR e ao
Comando Local de Greve que convoque uma assembleia para no máximo até
05/09/2012, 4a. feira, com o fim de deliberar esse ponto
específico: continuidade ou não da greve.

Para assinar a petição, clique em


Escrito por Prof. Daniel às 15h35
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